A técnica de CROCHETAGEM e as Fáscias (parte 1)

Crochetagem , , , , ,

Crochet 1

A crochetagem é uma técnica que se propõe a liberar as perdas de mobilidade entre os diferentes planos anatômicos do aparelho locomotor. Ela se apoia, atualmente, sobre descobertas científicas recentes que permitiram materializar o tecido que permite estes deslizamentos.

A técnica de crochetagem ocupa um lugar cada vez mais importante na fisioterapia atual!

A crochetagem permite liberar precisamente estes planos de deslizamento intermusculares, mas também, ligamentares ou nervosos, visto que estes são inacessíveis à mão devido à espessura dos dedos.

UM POUCO DE ANÁTOMOFISIOLOGIA
As perdas de mobilidade intertecidual são responsáveis por numerosas patologias (tendinopatias, lesões musculares, artropatias) e mantêm esquemas lesionais, principalmente, através da disfunção de cadeias musculares.

Do mesmo modo, falamos muito de fáscias sem, no entanto, descrever sua anatomia e sua biomecânica.

A inflamação provoca uma rarefação fibrilar com múltiplas zonas de microvacúolos, diminuindo irremediavelmente a qualidade do tecido. O envelhecimento leva a uma perda de qualidade intrínseca das fibrilas, associada a uma perda em volume e em qualidade microvacuolar.

Por outro lado, a falta de mobilidade ou solicitações prolongadas ocasionam um enrijecimento da estrutura fibrilar pelo enriquecimento em colágeno, e daí vêm as aderências teciduais (o que pode explicar a sensação de “colamento” intertecidual sentida na avaliação palpatória realizada antes da crochetagem).

A TÉCNICA

O ganchos (crochets) são formados por 3 partes distintas :
– o cabo, que permite a preensão pela mão instrumental;
– a curvatura do gancho (crochet), adaptada à zona a ser tratada. Essa deve ser obrigatoriamente “preenchida” pelo tecido do paciente para repartir a zona de apoio e assim evitar as sensações álgicas;
– a espátula, que interpomos sobre a pele entre os planos de deslizamento a liberar e da qual depende a precisão do gesto terapêutico.

Fonte : fisioworkrs.com.br/blog/a-tecnica-de-crochetagem-e-as-fascias-parte-1