A técnica de CROCHETAGEM e as Fáscias (parte 2)

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Crochet 2
A técnica de CROCHETAGEM MIOAPONEURÓTICA (CMA) depende muito mais da avaliação e do gestual do terapeuta que dos ganchos (crochets) utilizados.

De qualquer forma, vale saber que a última geração de ganchos (crochets) é composta por 5 elementos em poliamida, material este que apresenta várias vantagens:

• possui uma memória de forma, dando informações suplementares à operação sobre a liberação tecidual, por intermédio do dedo indicador posicionado sobre a curvatura do gancho (crochet);
• permite ser mais preciso no nível da liberação;
• fácil de limpar, portanto higiênico; não apresenta o aspecto frio do inox; é mais tranquilizador para os indivíduos que sentem apreensão diante da técnica. Torna a mesma mais agradável tanto para o paciente quanto para o terapeuta;
• o respeito ao tecido que constitui os planos de deslizamento e a busca da ausência de dor têm uma influência principalmente, sobre a modificação da curvatura dos ganchos (crochets) e da espátula;
• a superfície de apoio da curvatura aumentou o que dilui a pressão exercida sobre a pele durante a tração;
• o raio da curvatura e o ângulo de ataque entre a espátula e a pele são mais abertos, o que torna a técnica nitidamente mais confortável para o paciente;
• um gancho (crochet) com uma curvatura mais aberta foi criado, apresentando a vantagem de preencher a curvatura mesmo em superfícies muito planas (como as costas), que eram difíceis de serem acessadas com os ganchos (crochets) clássicos. Mais ainda, o ângulo muito aberto da espátula, além de manter um excelente contato, permite intervir sobre as peles delicadas (como na criança ou na pessoa idosa).

Cada gancho (crochet) apresenta uma forma particular, a fim de se adaptar às particularidades da zona anatômica a ser tratada. Especificidade de cada um dos 5 ganchos:

• gancho n° 1: destinado à crochetagem dos ligamentos e dos elementos superficiais (retináculo, nervo de Arnold, etc.);
• gancho n° 2: elaborado para os músculos que têm um pequeno volume (extensores do punho, abóbada plantar, coluna cervical, perna, etc.);
• gancho n° 3: gancho intermediário que pode servir para os membros superiores ou inferiores, em função das dimensões do paciente;
• gancho n° 4: para os músculos volumosos da coxa e do ombro;
• gancho n° 5: adaptado às superfícies planas como os músculos espinais, às massas musculares importantes em certos atletas. Ele é muito polivalente e permite também “crochetar” as pessoas que têm uma pele frágil ou uma hiperestesia.

Princípios

A técnica repousa sobre 3 grandes princípios :
• um conhecimento perfeito da anatomia palpatória e principalmente das diferentes separações (cloisons) interteciduais, a fim de diagnosticar as perdas de mobilidade dos planos de deslizamento;
• um gestual preciso, baseado sobre “o sentir” da liberação tecidual, tanto no nível da mão palpatória quanto no nível da mão instrumental;
• uma abordagem centrípeta em relação à patologia. É muito importante liberar os tecidos de separação (cloisons) à distância da lesão a tratar e aproximar-se progressivamente: as perdas de mobilidade que levam a uma tendinopatia da pata de ganso não se encontram sobre esta, mas sobre os músculos sartório, semitendíneo e grácil, o que justifica um exame minucioso do conjunto da coxa.

Fonte: http://fisioworkrs.com.br/blog/a-tecnica-de-crochetagem-e-as-fascias-parte-2