ATM Disfunção Temporomandibular – Tratamento Osteopático

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Como as causas para a Disfunção Temporo-Mandibular (DTM) são multi-factoriais, o tratamento é algumas vezes multi-disciplinar, podendo envolver dentistas, neurologistas, reumatologistas, osteopatas e outros.

A função do Osteopata (depois de uma anamnese exaustiva) é a de avaliar a mobilidade da articulação temporo-mandibular (ATM), palpando restrições articulares e o comportamento dos músculos envolventes. Observa desvios laterais da ATM e faz uma avaliação da mobilidade craniana. Seguindo os princípios e filosofia Osteopática, as disfunções cranianas podem afectar a mobilidade da articulação, isto é, disfunções no osso temporal (rotação) ou no osso esfenóide podem causar disfunção na ATM pelas suas relações anatómicas, como referi no artigo anterior. Como o tratamento Osteopático é mestre na abordagem holística do paciente, as disfunções no sacro são também pesquisadas pela relação sacro/craniana.

Depois de uma avaliação de todo o complexo articular e mecânico envolvente da ATM (ossos do crânio, ATM, músculos, sacro, mobilidade/restrições), o Osteopata está em condições de perceber onde são as disfunções e fazer um diagnóstico.

O tratamento é gentil, sem dor e atinge rapidamente o alívio sintomático da dor e o aumento da amplitude articular. A técnica de “Muscle Energy” costuma ser bastante utilizada como tratamento directo, para além das técnicas cranianas. As disfunções do sacro são também tratadas com técnicas directas ou indirectas.

A Osteopatia permite pensar de uma forma mais abrangente, olhando sempre para as relações estruturais e funcionais das estruturas, considerando um tratamento também ele mais abrangente e mais eficaz.

A disfunção da Articulação Temporo-Mandibular (ATM), enquadra-se nas Neuralgias Cranianas.

A ATM é a articulação que une a mandíbula ao crânio. É formada pela cabeça do côndilo mandibular e a fossa mandibular do osso temporal, que estão separadas por um disco articular fibrocartilaginoso. A reforçar a articulação existem os ligamentos estilo-mandibular e esfeno-mandibular que unem a mandíbula ao osso temporal e esfenóide. Os músculos envolvidos na ATM são os temporais, os pterigóides (médio e lateral) e os masseter. São músculos com inserções no osso temporal, esfenóide e mandíbula. A sua inervação é transmitida pelos ramos mandibulares do nervo trigémio e por ramos do nervo facial. Os movimentos articulares são a oclusão, protrusão e retrusão.

Durante a protrusão, o côndilo da mandíbula desliza anteriormente e o disco articular desliza posteriormente. O oposto acontece na retrusão. A protrusão acontece por contração dos pterigóides laterais e a retrusão é a função das fibras posteriores dos músculos temporais. Os masseter, os temporais e pterigóides médios fecham a boca (oclusão).

A disfunção da ATM é pois o funcionamento anormal de um ou mais destes elementos e está relacionada com: causas mecânicas ( postura da cabeça, laxidão ligamentar, abertura excessiva da boca, má oclusão, “golpe de chicote”, etc.), hábitos diários (bruxismo, mastigar pastilhas, etc.), causas traumáticas (micro e macro- traumatismos), causas reumatológicas (artrite reumatóide, por ex.) e outras ( ansiedade, depressão, etc.). Afecta afecta mais as mulheres na proporção 9/1, na faixa etária dos 30 aos 40.

Os sintomas mais comuns são: dor de “ouvido”, dor de “cabeça”, dor facial, dor muscular, dor na ATM, dificuldade em mastigar, crepitação (“ruído” articular), dificuldade na abertura da boca

FONTE: OSTEOPATAPAULOALMEIDA.BLOGSPOT.COM.BR
Paulo Almeida