Método Dejarnette ou S.O.T.

Osteoetiopatia , , , ,

dejarnette
Definição e Conceitos

O Dr. Major Bertram Dejarnette, osteopata e quiroprata, realizou a união entre as especialidades e desenvolveu a Técnica Sacro-Occipital (S.O.T.) ou Método Dejarnette nos Estados Unidos da América. Para Dejarnette o sacro é o centro de gravidade do corpo.

Ele estudou a relação existente entre a subluxação do sacro e das cervicais. Observou que o tratamento sobre a perna curta corrigia a subluxação do occipital e encurtando a perna longa, alterava também a mecânica craniana e cervical e vice-versa (FORLIN, 2005). A S.O.T. consistirá essencialmente em devolver a liberdade mecânica à pelve e ao sistema côndilo occipito-atloideo. A união entre o crânio e a pelve está representada pela coluna, pelos ligamentos e músculos. O elemento de união mais importante é a dura-máter que tem um papel primordial tanto na quiropraxia como na osteopatia (RICARD, 2003). O movimento crânio-sacro, segundo Dejarnette, está relacionado com a respiração. Durante a inspiração, o occipital se dirige para baixo e para frente, a articulação esfenobasilar se eleva; durante a expiração se produz o contrário. O sacro se move sinergicamente com o occipital. Esse movimento é essencial para uma boa saúde: o sacro influencia o crânio através da ação do sincronismo esfenobasilar e do occipital. Este movimento é realizado por meio da dura-máter, que se insere no crânio, na borda superior de C1, C2, C3 e no sacro (RICARD, 2003).

Ainda, segundo Ricard (2003) , o líquido cefalorraquidiano se difunde pelos canais perineurais durante a expiração, durante a extensão das membranas de tensão recíproca e a extensão vertebral. A inspiração provoca três movimentos no crânio e existem vários elementos importantes para o controle desse mecanismo: a base sacra, as articulações sacro-ilíacas, C1-C2-C3, o sistema de côndilo do occipital que, graças as suas possibilidades de movimentos de subida/descida e avanço/retrocesso, permite manter as tensões equilibradas em torno do sistema da dura-máter. A dura-máter forma um revestimento ao redor da medula espinhal, se insere no atlas, a parte terminal da dura-máter espinhal, forma o filum terminal que se insere no cóccix.

Segundo Dejarnette o tratamento com as cunhas apresenta várias vantagens: as síndromes tratadas com a técnica de Dejarnette são transtornos ligamentosos que se tratam melhor com as cunhas que com as manipulações, uma vez que as cunhas permitem tratar ao mesmo tempo o lado em disfunção e o lado em compensação; as cunhas liberam o parâmetro ântero-posterior e externo-interno da sacroilíaca; as cunhas não são traumáticas, pode-se utilizar igualmente em crianças e idosos; praticamente não existe contraindicação da utilização das cunhas; as cunhas parecem ser o meio perfeito de tratamento: a força é o peso do paciente; o tratamento com as cunhas permite o tratamento do edema ligamentoso porque o paciente permanece vários minutos sobre estas, o que não permite um thrust; o “blocking” da pelve trata simultaneamente a torção da pelve, a lesão vertebral, a torção ligamentosa e membranosa que podem afetar a coluna, o crânio e o
na pesquisa de um balanceio lateral e/ou ântero-posterior ou uma ausência total de oscilações. Segundo Dejarnette, o “sway” ou oscilação do corpo corresponde a uma luta permanente do sistema nervoso central para facilitar a difusão do líquido cefalorraquidiano (RICARD, 2003).

 Um balanceio ântero-posterior corresponde à categoria 1;
 Um balanceio lateral à categoria 2;
 Uma ausência de balanceio à categoria 3.
A Técnica Sacro Occipital não é simplesmente uma técnica complementar de tratamento, mas sim uma metodologia completa de avaliação e tratamento científico e independente que visa suprimir a causa primária do mau funcionamento do organismo, em busca da homeostasia, utilizando o mínimo de força. Baseado nos conceitos de biomecânica, pulsos cranianos e movimento do líquido cefalorraquidiano (LCR), desenvolveu inúmeras pesquisas cientificas que solidificaram o seu método:
 Protocolo de avaliação e tratamento para Categoria 1;

 Protocolo de avaliação e tratamento para Categoria 2;

 Protocolo de avaliação e tratamento para Categoria 3;

 Técnicas diretas.

Objetivos

Com uma avaliação muito específica, Dejarnette classificou os seus pacientes em três categorias distintas e utiliza um sistema de braços de alavancas, as cunhas (blocking), para corrigir a torção da pelve em cada uma das categorias. São desenvolvidos vários protocolos de tratamento baseados no equilíbrio da pelve. Nessas três categorias existe uma relação de disfunção importante entre a pelve e o crânio, por meio da dura-máter. É uma metodologia completa de avaliação e tratamento que visa suprimir a causa do mal funcionamento do organismo, em busca da homeostasia, utilizando o mínimo de força.
Aplicações Clínicas da SOT
A chave da coluna segundo Dejarnette é a pelve, tendo sindo desenvolvidos vários protocolos de tratamento baseados no equilíbrio da pelve. Por isso utilizou um sistema de braços de alavancas, as cunhas, para corrigir a torção da pelve de cada uma das categorias (RICARD, 2003).
Dejarnette classificou os seus pacientes em três categorias, evidenciando que nas três categorias existe uma relação de lesão importante entre a pelve e o crânio, por meio da dura-máter:
 A categoria 1 corresponde às patologias centrais: patologia crônica da coluna, transtornos do crânio, transtornos viscerais. Os ossos chaves dessa categoria são o sacro, o occipital e o frontal;
 A categoria 2 corresponde às patologias laterais: patologia aguda da coluna, pelve, membros, maciço facial e articulação temporo-mandibular (ATM). Os ossos chaves são as articulações sacroilíacas (ossos ilíacos), os temporais, maxilares superiores e a mandíbula;
 A categoria 3 é específica das lesões discais lombares (hérnias e protusões) e das ciáticas. Os ossos chaves são as três últimas vértebras lombares e o sacro.

Fonte: osteopata-nelson costa.com.br/