Osteopatia tem sido um dos métodos mais procurados para o tratamento da DTM

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Disfunção da ATM está presente em cerca de 50% a 60% da população, com incidência maior no sexo feminino .

Você sabia que fatores simples como roer unhas, morder a ponta do lápis, ranger os dentes e mascar chiclete, podem ser os causadores da DTM (Disfunção Temporomandibular)? A DTM é uma disfunção da ATM, articulação localizada anteriormente ao ouvido, que gera dores de cabeça, dores na face, zumbidos, dificuldade de abrir a boca, de mastigar, ruídos articulares, entre outros.

De acordo com Dr. Gabriel Boal, fisioterapeuta e osteopata da Clínica Reacciona de Piracicaba, “a Disfunção da Articulação Temporomandibular pode ser definida como o conjunto de sinais e sintomas manifestados, não somente na própria articulação, mas também em outras estruturas que se inter-relacionam direta ou indiretamente com ela, como: ligamentos, dentes, vasos, nervos, músculos mastigatórios e cervicais”, salienta.

Para o especialista, a dificuldade do problema não está no seu diagnóstico e sim no fato de se tratar de uma síndrome multifatorial. “Atualmente, existem diversos questionários que auxiliam no diagnóstico disfuncional. Entre eles o mais utilizado é o RDC/TMD (Research Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders) validado internacionalmente e mundialmente utilizado em pesquisas. No entanto, por ser uma síndrome multifatorial, a maior dificuldade esta em identificar a causa do problema”, releva Dr. Gabriel.

Como destacado acima, os fatores causais da DTM são muitos, porém o osteopata Felipe Yamaguchi enumera os mais comuns: “Traumatismos como pancadas na região da face e do crânio; lesões por aceleração-desaceleração (whiplash/chicote cervical), frequentemente causadas em acidentes automobilísticos, excessiva abertura da boca, mordida inadequada, alterações posturais, hábitos como roer unhas, apoio de mão na mandíbula, morder ponta do lápis ou outros objetos, mascar chiclete, ranger ou apertar os dentes (bruxismo), stress físico e psicológico, alterações sistêmicas (como artrite reumatóide), alterações congênitas de estruturas faciais e alterações hormonais”, cita o profissional.

Segundo Dr. Felipe Yamaguchi, a DTM acomete cerca de 50% a 60% da população, sendo esta incidência maior no sexo feminino (proporção 3:1) e entre os 18 e 40 anos de idade. Por isso, ele alerta para a importância da busca por tratamento: “Normalmente, a maioria dos pacientes com DTM que procura a ajuda profissional já se encontra em um estado crônico com diversas adaptações secundárias e outros sintomas associados, dificultando o diagnóstico causal e prolongando o prognóstico. Desta forma, quanto mais cedo o paciente procurar ajuda, maior a chance de identificar as causas primárias e atuar sobre elas”.

Dr. Gabriel explica que “o tratamento consiste em uma avaliação minuciosa, buscando tratar o paciente de forma global a fim de identificar as reais causas da disfunção e não somente tratar os sintomas. Portanto, através da Osteopatia, avaliamos a mobilidade da ATM palpando as restrições articulares, ligamentares e musculares envolvidas, assim como a mobilidade craniana, a coluna cervical e sacro. Só então, após essa avaliação completa, é que é aplicada a técnica manual para o alívio e melhora da dor .
“Por este motivo, a Osteopatia tem sido um dos métodos mais procurados pelos pacientes dentro da fisioterapia. Mas, por se tratar de uma síndrome multifatorial, é fundamental o acompanhamento multidisciplinar entre fisioterapeutas, dentistas, psicólogos, médicos e fonoaudiólogos”, completa Dr. Gabriel Boal da Clínica Reacciona.

Autor: Daniella Rolim

Fonte: http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=5&idnot=13702